sábado, 22 de novembro de 2014

Voando nos seus braços




Caberia tanto desejo em só abraço?

Bocas que se unem, mãos que se encaixam numa dança suave. Aroma, tato e paladar. A beleza do olhar iluminada na luz fraca da vela e te sinto tão meu, que parece parte de mim.

voando nos braços desse amor, desse peito que bate um coração. Tum tum

Almas que se unem, se fundem, num lampejo ao redor. Tão meu, só meu, sempre sua. me abrace, me envolva, me descubra. Abra os sentidos, me receba e se doa. Tão sua, só sua, receba.

Lá fora não importa, cale o mundo, ouça o som dos nossos batimentos, sinta o sabor de nossos beijos. Lá fora não importa. Cale o resto que não nos importa agora.

Almas que se encontram, reencontram. Um brilho reluz na meia luz no seu rosto. Sinto seu desejos, seus beijos e anseios. Sinto você tão perto que quase nos tornamos um só.

Lá fora não importa, amor... Quero apenas voar nos seus braços.


Ellen Pfeffer


quinta-feira, 28 de agosto de 2014

Fazer de novo um novo amor para amar a vida toda.





Segredo seria quem soubesse como amar, mas só se sabe amando. Segredo seria descobrir a fórmula do amor perfeito, mas ela não existe, simplesmente não deve existir.


Fazer de novo aquele amor suado da noite toda, dos olhos brilhando com o reflexo dos outros olhos, mãos que se encaixam num par perfeito como verdadeiras almas gêmeas.


Fazer aquele amor que se perde o ar, o fôlego e a força para relutar, numa entrega sem medo, cair de braços abertos no abismo, mas que abismo? É só o amor chegando com múltiplos gemidos.


Fazer a noite virar dia, da lua até as estrelas desaparecerem, e o raior do sol iluminar o quarto. Amanhecer amando outra vez.


Fazer do dia uma nova morada em mim, em você. Quem é você? Não preciso saber, quero apenas conhecer. Se de você e você de mim, fazer um novo amor nascer com nossos novos EUs. 


Fazer de novo um novo amor para amar a vida toda. Fazer de novo o novo encontro, o novo sorriso, os flertes. Não me canso de amar de outra vez.


Ellen Pfeffer

terça-feira, 26 de agosto de 2014

Desencontro de almas



Céu coberto de estrelas, as ondas do mar viam e voltavam. Há algo para saber além do som das águas, há algo para descobrir o além de mim.

Falta uma parte. Me sinto incompleta. Tem algo faltando em mim, na minha'lma. Há algo para encontrar, para voltar.

Desencontro de alma, de beijo, de afeto. Desencontro de olhares, de sentir-se completo. desencontro de mim, de você, de nós, nossas almas.

Pegadas deixadas para trás. Uma perto da outra, minha e sua. Não nos vimos, não nos olhamos, nem nos falamos. Retratos de acasos, lembranças despercebidas.  Lá estava você, minha'lma, tão perto e tão longe ao mesmo tempo.

A chuva cai, é tempo de lamentar a falta que me faz, aquilo que não sei o que anda faltando. Sinto-me perdida sem os braços que nunca abracei, dos lábios que nunca beijei.

Donde estás, minha alma metade que nunca me encontrastes?

Ellen Pfeffer

quarta-feira, 13 de agosto de 2014

Minha nova página, minha nova história. Um novo capítulo.


Me lembro que outrora não queria mais saber de outro pessoa. Pensei que viveria eternamente amando quem já se foi, fehcou a porta e não mais dar pistas de seu paradeiro Como pode alguém sumir depois de

ter sido tão presente um dia.
Mas me lembro de jurar que o esperaria e que ele valia a pena. Mas não.
Hoje acordei, abri a janela e percebi que o sol continuava com seu espetáculo e eu precisava me levantar. Entendi que minha vida continuava. A dor continuaria até eu saber o que fazer com ela. 

Me lembro de ter escrito tantos versos e canções. Dedilhado meu violão com as lágrimas de quem um dia tanto amou e agora é obrigada esquecer.  Guardei o violão e as lágrimas juntos. Assim guardei também a minha dor. Estou seguindo um caminho diferente de ontem. Estou seguindo a vida, na estrada incerta que pode me levar a tantos lugares. Estou me dando a oportunidade de me entregar ao novo.

Então, comprei um novo caderno, troquei as cifras das minhas canções e dei um rumo diferente ao meu novo ser. Entreguei minha ansiedade ao Maior, e deixando que a vida me surpreenda mais uma vez.

Seguindo nessa estrada incerta com tantos caminhos a descobrir, entendi que precisava de uma nova página, uma história nova pra escrever. Nesse novo capítulo estou vivendo... isso já basta.


Ellen Pfeffer

domingo, 13 de julho de 2014

Porto seguro


De repente você se sente cansada, querendo apenas parar o tempo para conseguir respirar. A mente não pára de girar e os pensamentos dão voltas e voltas. A noite os demônios saem do armário tentando apagar as luzes das estrelas. Toda a beleza que existe numa noite se torna pesadelos, deixando seu semblante desanimado e questionável á outros olhos. Tudo o que você deseja é apenas parar o tempo e conseguir se organizar, planejar a vida com mais calma.
Você pode ter milhões de amigos mas não pode contar com nenhum em momentos como esse, de solidão total. E vem o desejo de um abraço apertado, um olhar compreensível e um sorriso tranquilizador (tranquilizar a dor que só você entende). 
Você se vê mais só e mais necessitada de carinho, de um afago, alguém que seja o seu porto seguro. É preciso então aprender a não precisar de ninguém.

Ellen Pfeffer

sábado, 12 de julho de 2014

Bagagem


Lenços foram umedidos enxugando o líquido transparente e amargo que outrora se despediu do último olhar. Cartas foram escritas mas nunca entregues. Músicas que pareciam me conhecer melhor do que eu mesma. Meus cansados pés, que sempre voltavam ao mesmo destino, e depois desistiam de continuar, haviam montanhas demais e descidas enlouquecedoras. Eu quis me sentar e devagar observar o horizonte, enxergar muito mais longe do que eu supunha e ali descansei. Descansei meu coração e o sorriso forçado. O olhar ganhou um brilho diferente e minhas mãos encontraram no que se agarrar, eu não estava mais nesse abismo. Passei a sonhar e não imaginar. Sonhar com cores e cheiros, abraços e afagos. Sonhei tão bem que esqueci que estava sonhando.
Carrego os lenço amassado e manchado que outrora me consolava de forma silenciosa. Guardei-a na bagagem. Nela carrego pedras, muitas pedras. Pedras que machucaram meus pés cansados, foram donos dos meus tropeços. E as guardo com todo carinho. 
Nessa bagagem levo acima tudo a minha certeza de que cada pedra foi um aprendizado, que cada pedra me fez continuar.

Ellen Pfeffer

sexta-feira, 11 de julho de 2014

Gaveta


Guardo no peito uma saudade, uma pensamento e um desejo. Na gaveta as lembranças em cores e texturas, empoeiradas no tempo e na dúvida. O que teria feito meu passado se outrora não dera certo? Mas cá estou, com as rugas da satisfação de que fiz o meu melhor, eu seguir em frente sem arriscar me lamentar pelas pegadas deixada na minha estrada da vida. Carreguei tudo o que podia na minha bagagem, trouxe comigo tudo o que valeu a pena viver. Olho no espelho o reflexo da minha certeza, a certeza de que fui feliz, aprendo tudo o que precisei para continuar meus passos para frente. E tudo o que ouço no silêncio desse momento são as batidas do meu coração e soluço de uma alegria estranha. 
Fecho a gaveta da lembrança novamente, ainda é tempo de continuar a minha caminhada enquando o coração ainda bate.

Ellen Pfeffer

Muitos adeus



A pior mala a se fazer é a do coração, quando a partida não é o que se quer, quando o choro é insuportável e quando a alma não sabe do que mais se lamenta. A pior lembrança de alguém é de quando ela parte, fechando a porta e todas as entradas da volta. E é  a pior fase quando você não sabe lidar com o adeus, com adeus a tudo o que lhe fez feliz um dia, ou achava que era feliz.
Mas a pior certeza que se tem depois de tantos adeus indigestos é descobrir que poderia ter feito melhor. Admitir secretamente que deixou a desejar em algumas coisas, ou muitas, é o mesmo que admitir que foi um fracasso total.
Mas a pior história de amor não é quando ela acaba, mas quando ela se torna uma obcessão, e o tempo pára e a mente esquece que a vida continua e é pra frente que se anda.

Ellen Pfeffer