quinta-feira, 11 de junho de 2020
terça-feira, 29 de janeiro de 2019
Outro lado do sol
O amor é de norte a sul, no leste e oeste do meu coração.
É no laço que desata, no nó que se solta.
É o seu olhar que me busca e no abraço que me segura.
Ah, se desse amor nascer o mesmo sol nascente,
Dos olhos retesados, vibrando o oriente
Lá e cá, minha entrega na estrela cadente.
Não temas á minha beleza, assim, não temo seu coração
Nesse meu lado pandora, seu lado leão
Olho a olho, e na mesma direção...
Ah, e se não vingar meus sentimentos
Valeu a emoção
Valeu nossas tentativas
Nossa intenção...
Por agora... quero entender
Quão forte pode ser
um amor no nosso ser
Nosso caminhar, nossos lados
Nossas batidas nos abraços
Quero sentir, a possibilidade,
A nossa intensidade, nossa verdade
Quão louco poderemos ser
Em tantas possibilidades?
Ah, meus olhos miúdos
Quem esperam as esmeraldas em meu olhar
Estou a sua espera
Na entrega
Na soberba
De tanta ansiedade
Ser mais um corpo no seu, um só desejo
Uma boca na sua, colada num beijo
Eternizar todo o nosso ensejo,
Realizar!
Ah, estou a postos...
Sendo o seu outro lado do sol
No meio do oriente,
Sendo, quem sabe,
Ser seu expoente.
Cá estou... esperando você.
É no laço que desata, no nó que se solta.
É o seu olhar que me busca e no abraço que me segura.
Ah, se desse amor nascer o mesmo sol nascente,
Dos olhos retesados, vibrando o oriente
Lá e cá, minha entrega na estrela cadente.
Não temas á minha beleza, assim, não temo seu coração
Nesse meu lado pandora, seu lado leão
Olho a olho, e na mesma direção...
Ah, e se não vingar meus sentimentos
Valeu a emoção
Valeu nossas tentativas
Nossa intenção...
Por agora... quero entender
Quão forte pode ser
um amor no nosso ser
Nosso caminhar, nossos lados
Nossas batidas nos abraços
Quero sentir, a possibilidade,
A nossa intensidade, nossa verdade
Quão louco poderemos ser
Em tantas possibilidades?
Ah, meus olhos miúdos
Quem esperam as esmeraldas em meu olhar
Estou a sua espera
Na entrega
Na soberba
De tanta ansiedade
Ser mais um corpo no seu, um só desejo
Uma boca na sua, colada num beijo
Eternizar todo o nosso ensejo,
Realizar!
Ah, estou a postos...
Sendo o seu outro lado do sol
No meio do oriente,
Sendo, quem sabe,
Ser seu expoente.
Cá estou... esperando você.
quinta-feira, 28 de setembro de 2017
Confiar
De tantos adeus que já disse, e ouvi.
Tantos que nós sentimos a cada despedida
Tanto eu quanto você, acenamos para alguém
Deixando-os irem de nossas vidas.
Confiar é acreditar que o outro não vai ferir
É aceitar sua estadia sem querer sua partida
É segurar a mão como quem segura a vida
É confiar que não haverá despedidas
Ah, meu amor... de tantos verões
De tantas esperas em nossos porões
Porões esses que guardam medos
Guardam incertezas e trovões
Trovões ensurdecedor, gritos que a alma dá.
Seja meu, e eu sua, como deveria estar escrito
Em algum lugar, em algum livro
Sejas meu, eu sua, como deveria ser dito
Por nós, mais ninguém, num grito...
Não importa as paixões que já perdemos;
Tenho medo.
Um dia eu disse:
O amor é o medo em letras cursivas
Estou quase voltando pra minha concha
Pois lá o meu me conforta
A solidão não me trai
Mas espero que você, de lá me resgate algum dia..
Confiar, meu amor, confiar...
Tantos que nós sentimos a cada despedida
Tanto eu quanto você, acenamos para alguém
Deixando-os irem de nossas vidas.
Confiar é acreditar que o outro não vai ferir
É aceitar sua estadia sem querer sua partida
É segurar a mão como quem segura a vida
É confiar que não haverá despedidas
Ah, meu amor... de tantos verões
De tantas esperas em nossos porões
Porões esses que guardam medos
Guardam incertezas e trovões
Trovões ensurdecedor, gritos que a alma dá.
Seja meu, e eu sua, como deveria estar escrito
Em algum lugar, em algum livro
Sejas meu, eu sua, como deveria ser dito
Por nós, mais ninguém, num grito...
Não importa as paixões que já perdemos;
Tenho medo.
Um dia eu disse:
O amor é o medo em letras cursivas
Estou quase voltando pra minha concha
Pois lá o meu me conforta
A solidão não me trai
Mas espero que você, de lá me resgate algum dia..
Confiar, meu amor, confiar...
segunda-feira, 21 de setembro de 2015
Depois dos 30.
Andamos em tantos caminhos tortos, em alguns ficamos parados fazendo coleção de pedras, outros simplesmente saímos tropeçando se atirando em abismos desconhecidos.
Andamos com pés descalços, cansados de sapatos apertados e de chinelos largos demais. Precisamos de conforto, de segurança.
Andamos em águas rasas que aos poucos se tornaram turbulentas, frias, geladas ao ponto de causar medo, arrepios, certos caprichos não valem a pena.
Andamos em areias macias, brilhantes, que no vento das incertezas a fizeram movediças, precisamos escapar das suas armadilhas.
Andamos em chuvas calmas, outras agitadas, você se apega na esperança de um lugar coberto para abrigar todos os seus sonhos e anseios.
E andamos mais ainda em terras lisas, planas, seguras, onde nos agarramos na certeza de onde queremos chegar.
É nessa terra que encontramos nossa indivualidade, nosso verdadeiro eu, uma complexa conexão com o que buscamos e onde encontramos.
Depois dos 30 você já sabe com o que fazer com as pedras, se levanta dos tropeços com a classe de que ainda está aprendendo e tem orgulho disso. Depois dos 30, você escolhe em que abismo quer se atirar, mesmo sabendo que pode ter o coração partido em mais tantos pedaços que ainda estão remendados.
Depois dos 30 você sabe qual calçado serve para sentir a segurança, a confiança.
Depois dos seus belos 30 anos aprende a nadar em vez de enfrentar a correnteza, com a leveza que se deve.
É com os 30 que você aprende a dançar junto com o vento na areia movediça.
Ah, e ainda com os 30 que descobrimos quem somos e quem queremos ser, escolhendo os verdadeiros amores a dedo, decidindo mais com a razão, e deixamos o coração mais seguro.
Que as chuvas de promessas e sonhos quebrados nos fizeram mais fortes, mais sábios.
Ah, meus belos 30 anos que me fizestes olhar para o espelho e ter a certeza de que vivi, chorei, sorri, gritei, busquei, perdi e também ganhei. Mas acima de tudo me fez buscar mais a mim mesma, mais ainda os meus verdadeiros valores, e acima de tudo, não deixar que roubem minha essência, minha história e meus aprendizados. E depois dos 30 você começa a viver mais intensamente, porque descobre que a vida é verdadeiramente curta pra viver tudo o que deseja!
Viva os 30, 40, 50! Viva a você, a mim, a nós!
quinta-feira, 9 de abril de 2015
De vista pro mar
"Portos e vinhos que a vida me reservou
E um traço de tristeza que você tatuou.."
Nessa solidão de vista pro mar que a Marina me ofereceu
Caio num cálice de vinho que você já esqueceu
Ah, cada gota guardada pra ti se vai a toa
Se vai junto com a Marina e suas paixões
Você me levou aos céus com seus sonhos gelados
Segui teus passos na areia, mas não te vistes
Segui as músicas que seu coração ouvistes
Mas nenhuma pista ficara como palpite
Essa lua que assiste meus tormentos
Reclamo com ela que meus créditos acabram
Meu whatssap me mantendo orgulhosa
Em cada gole de vinho e sem poder te dizer nada
Cadê a coragem? Ah, ele é meu ponto fraco, desgrama!
Queria eu estar passeando com ele de mãos dadas
Tomando chop nos botequins cariocas
Exalando poesia em cada verso nosso
Queria eu a desfilar na orla de Ipanema,
E cá estou, na Tijuca esperando a sorte
De estar no lugar da Marina
Marina roubando minha paixão sem saber
E hoje ela me oferece solidão de vista pro mar
Porque eu sei que sou pequena demais pra ele
Porque sou amor demais que ele talvez nunca teve
Meu vinho amigo, mas a taça é inimiga
(Inimiga amarga)
Não me deixa de pé para que eu vás caminhar
Nessa areia que brilha, quero mais é encontra-lo
Comprimenta-lo e jurar ser um acaso
Mas meu mal está nesse cálice de vinho
Com a solidão que a Marina me ofereceu de vista pro mar
Ainda hei de mata-la com meus versos
E tirar ele pra dançar
De vista pro mar, vou continuar a beber
Porque amar tá complicado!
Ellen Pfeffer
segunda-feira, 9 de março de 2015
Luar
Lá está está ela, com seu brilho a me enamorar
Vem de tão longe, tantas voltas pra me avistar
Oh, lua, o que vistes em mim, nessa vasta imensidão
Tão frio, profundo, desconhecido em solidão
Não sei, ela sempre me responde.
E sempre volta com seu brilho
A me enamorar.
"Mar que me deságua, me banha
Me reflete como um espelho
Muitas estrelas encontrei
Mas ainda assim quero aquele
Que reflete o melhor de mim
Mesmo em noites escuras
"Vi em você, meu mar, minhas lágrimas
Que derramei em triste solidão
De gota em gota, se fez o meu coração
Coração fora de mim, do meu eu
Então vi em você o que já era meu
Minha lua amada, vindes de tão longe
Para encontrar pedacinhos teus
Que em mim estão e vindes busca-las
E agora são tão seus, cada pedacinho meus.
E nós dois seguimos apaixonados, sem nos tocar
Mas ela sempre volta e eu sempre a espero
Este é o simples de amar, sem pressa, sem medo.
Porque eu sei que ela sempre vai voltar.
Ellen Pfeffer
sexta-feira, 6 de março de 2015
Devagar
Tenho medo do amor
Daquele que me rouba
Que entra no meu mundo
Com passos apressados.
Tenho medo do amor
Que me encoraja do impossível
Que desperta ideias duvidosas
Daquele que me tira a calma
Pra que amar em excesso?
O passos largos tem seu preço
A vida vem devagar
Me ame sem pressa
Vamos nos amar!
Esse amor tão inteiro
Intenso e ligeiro
Não me assuste
Em tantos invernos
Dê seus passos gelados
Me aqueça num abraço
Me beije bem devagar
Que a noite vai demorar
Ah, tenho medo desse amor
Que me rouba
Me perco de mim
Já nem sei mais quem sou
Nem quem eu era antes de ti.
Já te disse, amor
Que amar dá medo
Não dá certeza do momento
Não dá certeza das suas mãos
Nas minhas amanhã.
Me ame devagar também.
O amor assim vai durar
Eternizar cada descoberta
Me ame, então.
Mas bem devargarinho.
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