quinta-feira, 28 de setembro de 2017

Confiar

De tantos adeus que já disse, e ouvi.
Tantos que nós sentimos a cada despedida
Tanto eu quanto você, acenamos para alguém
Deixando-os irem de nossas vidas.

Confiar é acreditar que o outro não vai ferir
É aceitar sua estadia sem querer sua partida
É segurar a mão como quem segura a vida
É confiar que não haverá despedidas

Ah, meu amor... de tantos verões
De tantas esperas em nossos porões
Porões esses que guardam medos
Guardam incertezas e trovões

Trovões ensurdecedor, gritos que a alma dá.

Seja meu, e eu sua, como deveria estar escrito
Em algum lugar, em algum livro
Sejas meu, eu sua, como deveria ser dito
Por nós, mais ninguém, num grito...

Não importa as paixões que já perdemos;
Tenho medo.
Um dia eu disse:
O amor é o medo em letras cursivas

Estou quase voltando pra minha concha
Pois lá o meu me conforta
A solidão não me trai
Mas espero que você, de lá me resgate algum dia..

Confiar, meu amor, confiar...