Andamos em tantos caminhos tortos, em alguns ficamos parados fazendo coleção de pedras, outros simplesmente saímos tropeçando se atirando em abismos desconhecidos.
Andamos com pés descalços, cansados de sapatos apertados e de chinelos largos demais. Precisamos de conforto, de segurança.
Andamos em águas rasas que aos poucos se tornaram turbulentas, frias, geladas ao ponto de causar medo, arrepios, certos caprichos não valem a pena.
Andamos em areias macias, brilhantes, que no vento das incertezas a fizeram movediças, precisamos escapar das suas armadilhas.
Andamos em chuvas calmas, outras agitadas, você se apega na esperança de um lugar coberto para abrigar todos os seus sonhos e anseios.
E andamos mais ainda em terras lisas, planas, seguras, onde nos agarramos na certeza de onde queremos chegar.
É nessa terra que encontramos nossa indivualidade, nosso verdadeiro eu, uma complexa conexão com o que buscamos e onde encontramos.
Depois dos 30 você já sabe com o que fazer com as pedras, se levanta dos tropeços com a classe de que ainda está aprendendo e tem orgulho disso. Depois dos 30, você escolhe em que abismo quer se atirar, mesmo sabendo que pode ter o coração partido em mais tantos pedaços que ainda estão remendados.
Depois dos 30 você sabe qual calçado serve para sentir a segurança, a confiança.
Depois dos seus belos 30 anos aprende a nadar em vez de enfrentar a correnteza, com a leveza que se deve.
É com os 30 que você aprende a dançar junto com o vento na areia movediça.
Ah, e ainda com os 30 que descobrimos quem somos e quem queremos ser, escolhendo os verdadeiros amores a dedo, decidindo mais com a razão, e deixamos o coração mais seguro.
Que as chuvas de promessas e sonhos quebrados nos fizeram mais fortes, mais sábios.
Ah, meus belos 30 anos que me fizestes olhar para o espelho e ter a certeza de que vivi, chorei, sorri, gritei, busquei, perdi e também ganhei. Mas acima de tudo me fez buscar mais a mim mesma, mais ainda os meus verdadeiros valores, e acima de tudo, não deixar que roubem minha essência, minha história e meus aprendizados. E depois dos 30 você começa a viver mais intensamente, porque descobre que a vida é verdadeiramente curta pra viver tudo o que deseja!
Viva os 30, 40, 50! Viva a você, a mim, a nós!





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