quinta-feira, 9 de abril de 2015

De vista pro mar



"Portos e vinhos que a vida me reservou
E um traço de tristeza que você tatuou.."


Nessa solidão de vista pro mar que a Marina me ofereceu
Caio num cálice de vinho que você já esqueceu
Ah, cada gota guardada pra ti se vai a toa
Se vai junto com a Marina e suas paixões

Você me levou aos céus com seus sonhos gelados
Segui teus passos na areia, mas não te vistes
Segui as músicas que seu coração ouvistes
Mas nenhuma pista ficara como palpite

Essa lua que assiste meus tormentos
Reclamo com ela que meus créditos acabram
Meu whatssap me mantendo orgulhosa
Em cada gole de vinho e sem poder te dizer nada

Cadê a coragem? Ah, ele é meu ponto fraco, desgrama!
Queria eu estar passeando com ele de mãos dadas
Tomando chop nos botequins cariocas
Exalando poesia em cada verso nosso

Queria eu a desfilar na orla de Ipanema, 
E cá estou, na Tijuca esperando a sorte
De estar no lugar da Marina

Marina roubando minha paixão sem saber
E hoje ela me oferece solidão de vista pro mar
Porque eu sei que sou pequena demais pra ele
Porque sou amor demais que ele talvez nunca teve

Meu vinho amigo, mas a taça é inimiga
(Inimiga amarga)
Não me deixa de pé para que eu vás caminhar
Nessa areia que brilha, quero mais é encontra-lo
Comprimenta-lo e jurar ser um acaso

Mas meu mal está nesse cálice de vinho
Com a solidão que a Marina me ofereceu de vista pro mar
Ainda hei de mata-la com meus versos 
E tirar ele pra dançar 

De vista pro mar, vou continuar a beber
Porque amar tá complicado!


Ellen Pfeffer

Um comentário:

  1. Existe poema para tudo, até para situações assim... o que invariavelmente acontece é que são muito bonitos :)

    ResponderExcluir

Muito obrigada pela visita!

Deixe seu comentário.