terça-feira, 27 de janeiro de 2015

Forasteiro


Nessa alma perdida, entre palavras não escritas
Cabe no peito tanto alvoroço?
Por que bate esse coração?
Por que sente falta daquilo que não se vê?

Cabe n'alma tantas dúvidas?
E a bagagem que carrego preciso esvazia-la
Estão cheias de sonhos perdidos
Cheias de almas vazias

Quero voar nos braços que me soltaram um dia
Buscar nos sorrisos daquele ser que sonho
Nele está a minha tão sonhada paz

Quero encontrar no vento as palavras secretas
Que na noite de outrora não me foram ditas
Por que tanto alvoroço nesse meu peito?
Por que dessas apressadas batidas?

Oh, Senhor, me diga...
Quem és esse forasteiro das trilhas confusas?
Quem és esse que me causa tanto espanto?
Quando penso nele com nesse estranho amor

Quem é, aquele que me viste numa tarde
Entre desenhos, papéis e lápis
Com os galhos cantando em árvores
E o revoar era lindo das aves

Ah, quando penso nele com amor
Tudo se acalma e se resolve
Tudo em mim se anima
E o amor e a alma encontram sua rima...


Quem é você forasteiro, que se perde na trilha desse coração?


Ellen Pfeffer

Um comentário:

  1. Bem, tem um forasteiro aqui, pelo menos meio forasteiro, que almeja ser aquele que se acha na trilha do teu coraçâo :)

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